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Marcas que vendem emoção sem frescura: como o movimento anti-seriedade está redesenhando o tom de voz das marcas brasileiras em 2026

Existe um cansaço silencioso tomando conta dos consumidores brasileiros em 2026. Depois de anos sendo bombardeados por comunicações corporativas cheias de propósito declarado, manifestos grandiosos e um tom quase solene de “nós nos importamos com o mundo”, uma parcela crescente do público simplesmente parou de acreditar — e, mais importante, parou de prestar atenção. Pesquisa da consultoria Edelman Brasil divulgada no início de 2026 aponta que 67% dos consumidores entre 18 e 40 anos afirmam preferir marcas que “falam como gente” a marcas que “falam como empresa”. O dado não é apenas curioso: é um sinal de ruptura.

Esse movimento, que consultorias de branding já batizaram informalmente de “fim da seriedade”, não é uma tendência de nicho nem uma moda passageira do TikTok. É uma reconfiguração profunda do que os brasileiros esperam emocionalmente das marcas com as quais convivem. E para quem trabalha com branding, marketing ou comunicação, entender esse fenômeno deixou de ser opcional. O tom de voz de marca nunca foi tão estratégico — nem tão urgente de revisar.

O que os dados dizem sobre a fadiga da formalidade

O relatório Global Consumer Trends 2025-2026 da Mintel identificou a “leveza intencional” como uma das cinco macrotendências de comportamento do consumidor na América Latina. Segundo o estudo, marcas que adotaram humor leve, linguagem informal e comunicação espontânea registraram aumento médio de 23% no engajamento orgânico em redes sociais em comparação com marcas do mesmo segmento que mantiveram um posicionamento mais sóbrio. No Brasil especificamente, o levantamento aponta que o consumidor urbano entre 25 e 35 anos passou a usar o critério “essa marca parece humana?” como filtro de consideração de compra tão relevante quanto preço e qualidade percebida.

Não se trata de abandonar profissionalismo ou propósito. O que os dados revelam é mais sutil: o público brasileiro está em estado crônico de sobrecarga informacional e estresse cotidiano, e as marcas que oferecem um respiro emocional — seja pelo humor, pela fofura, pela ironia inteligente ou simplesmente pela leveza no tom — constroem um ativo de relacionamento que vai muito além do alcance de qualquer campanha paga. A comunicação de marca que antes precisava soar “séria para ser levada a sério” agora precisa soar verdadeira para ser sentida.

Leveza não é ausência de estratégia: o paradoxo do anti-seriedade

O maior equívoco que marcas cometem ao tentar se aproximar desse movimento é confundir leveza com descuido. Adotar gírias sem contexto, forçar memes em posts institucionais ou tentar “ser engraçado” sem nenhuma conexão com a identidade da marca gera o efeito oposto: uma sensação de falsidade que o consumidor brasileiro — naturalmente irônico e perspicaz culturalmente — identifica em segundos. O branding emocional genuíno exige, paradoxalmente, um trabalho estratégico mais rigoroso do que a comunicação formal tradicional. Definir qual tipo de leveza é autêntico para aquela marca específica, em que contextos ela pode aparecer e quais linhas ela jamais deve cruzar é um exercício denso de construção de personalidade.

Casos como o da Nubank, do Duolingo Brasil e de marcas emergentes do setor de alimentação saudável mostram que a personalidade de marca com traços de humor, afeto e espontaneidade precisa estar enraizada nos valores fundadores da empresa, não apenas na camada superficial da comunicação. Quando a leveza é estrutural — quando ela aparece no atendimento ao cliente, na embalagem, no e-mail de boas-vindas e não apenas no post do Instagram —, ela deixa de ser estética e passa a ser experiência. É esse salto que transforma o anti-seriedade em vantagem competitiva real, e não em mais uma tentativa envergonhada de parecer jovem.

Como reconstruir o tom de voz da sua marca para 2026 sem perder autenticidade

A revisão do tom de voz de marca começa, obrigatoriamente, por um diagnóstico honesto da personalidade atual. Ferramentas como o Verbal Identity Audit — metodologia que ganhou tração entre consultorias de branding no Brasil ao longo de 2025 — propõem que as marcas analisem sistematicamente suas comunicações dos últimos 12 meses e respondam: “se essa marca fosse uma pessoa em uma conversa de bar, quem ela seria?” A maioria das marcas descobre, nesse exercício, que seria aquele conhecido chato que só fala de si mesmo usando palavras que ninguém usa no dia a dia. Esse é o ponto de partida para a transformação.

A estratégia de comunicação que emerge desse diagnóstico precisa contemplar ao menos três dimensões: o vocabulário vivo (quais palavras a marca usa e quais ela evita ativamente), o ritmo emocional (quando a marca é leve, quando ela é séria, e como ela transita entre esses estados sem parecer bipolar) e os gatilhos de humanização (histórias reais, erros assumidos com graça, celebrações genuínas do cotidiano do público). A leveza no branding não é um tom único e constante — é uma habilidade de modulação emocional que as melhores marcas brasileiras de 2026 já dominam com maestria, e que as demais precisam urgentemente aprender.

Aprenda a construir marcas que conectam de verdade

Se você chegou até aqui, provavelmente já percebeu que construir um tom de voz relevante, humano e estratégico não é algo que acontece por intuição — é uma competência que se aprende, se treina e se aplica com método. Na LAJE, nossos cursos de Branding, Marketing e Inovação foram desenhados exatamente para profissionais que querem ir além do óbvio e construir marcas com personalidade real, comunicação que engaja e estratégias que funcionam no mercado brasileiro de hoje. Seja você um profissional de comunicação querendo se atualizar, um empreendedor construindo sua marca do zero ou um gestor repensando o posicionamento da empresa, a LAJE tem o caminho certo para você.

Não deixe sua marca presa em 2018 enquanto o mercado avança. Explore os cursos da LAJE, mergulhe nas metodologias mais atuais de branding emocional e identidade verbal, e saia com as ferramentas concretas para transformar a forma como a sua marca se relaciona com as pessoas. O futuro das marcas é humano, leve e estratégico — e começa com a decisão de aprender. Acesse agora os cursos da LAJE e dê o próximo passo.

  • James Pereira
  • junho 9, 2026
  • 6:23 pm

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