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Retail Media e o novo poder das marcas no ponto de compra digital

Existe um momento exato em que o consumidor decide. Não é quando ele vê um outdoor na avenida Paulista, nem quando rola o feed às 23h no sofá. É quando ele já está dentro do ambiente de compra — digitando o nome do produto na barra de busca do Mercado Livre, navegando pelas prateleiras virtuais da Amazon ou rolando as sugestões do iFood. Esse instante, fração de segundo entre a intenção e a ação, virou o campo de batalha mais disputado do marketing global. E tem um nome: retail media.

O retail media Brasil ainda soa como assunto de evento para muitos gestores de marca. Mas enquanto alguns profissionais debatem se vale ou não investir nesse canal, os números já tomaram a decisão por eles. O varejo digital brasileiro se tornou uma mídia por direito próprio — com audiência qualificada, dados de comportamento reais e capacidade de influenciar a compra no momento de maior abertura do consumidor. Ignorar isso, em 2025, não é apenas uma escolha conservadora. É ceder o ponto mais estratégico do tabuleiro para a concorrência.

O que é retail media e por que ele chegou para reescrever as regras do branding

Retail media é a prática de transformar os ambientes digitais do varejo — sites, aplicativos, plataformas de e-commerce e até totens físicos conectados — em espaços de mídia para marcas anunciantes. Na prática, significa que uma marca de higiene pessoal pode comprar um espaço patrocinado dentro do Mercado Livre, segmentar exatamente quem está buscando por aquela categoria e aparecer no momento em que o consumidor está, literalmente, com o cartão de crédito na mão. É a fusão entre branding e performance em um único ponto de contato. E isso muda tudo.

O que diferencia o retail media de qualquer outra forma de publicidade digital é a qualidade do dado que o sustenta. Enquanto as plataformas sociais trabalham com dados inferidos — interesses, comportamentos, padrões de engajamento —, os varejistas digitais possuem dados de primeira parte absolutamente concretos: o que o consumidor comprou, quando comprou, com qual frequência, qual categoria ele pesquisa antes de converter e quanto costuma gastar. Para uma marca que quer construir presença relevante no momento de decisão, esse nível de precisão é incomparável. Não à toa, o Global Retail Media Network Report de 2024 apontou que o retail media já representa a terceira maior categoria de investimento em mídia digital no mundo, atrás apenas de busca e redes sociais.

Retail media estratégia de marca: como as marcas inteligentes estão usando esse canal no Brasil

No Brasil, o crescimento do retail media está sendo liderado por plataformas como Mercado Ads, Amazon Ads, Rappi Ads e o ecossistema de mídia do Grupo Pão de Açúcar. Segundo dados da Kantar divulgados em 2025, o investimento em retail media no país cresceu 47% em relação ao ano anterior, e a projeção para 2026 é que o segmento movimente mais de R$ 4 bilhões em verba publicitária. Marcas de FMCG, eletrônicos, moda e beleza lideram a adoção, mas o movimento está se espalhando rapidamente para categorias que historicamente dependiam de mídia de massa para construir notoriedade.

As marcas que estão se destacando nesse cenário não tratam o retail media apenas como um canal de performance para vender mais unidades. Elas entendem que a mídia no varejo digital é uma ferramenta de branding no ponto de venda digital — um lugar onde a identidade da marca, a narrativa e o posicionamento podem ser ativados exatamente onde o consumidor está mais receptivo. Isso inclui desde a otimização das páginas de produto com linguagem de marca consistente até a criação de campanhas de display que reforçam atributos emocionais dentro do ambiente do varejista. A marca que chega nesse ponto com coerência e relevância não só vende mais: ela constrói memória e preferência de forma cirúrgica.

Retail media 2026: o que está por vir e por que sua marca precisa se preparar agora

O horizonte do retail media para 2026 é ainda mais expansivo. A consolidação do chamado off-site retail media — que leva os dados do varejista para ativar audiências em plataformas externas como YouTube, Meta e programática aberta — está transformando os varejistas em verdadeiras data companies. Isso significa que um supermercado como o Carrefour, por exemplo, pode vender às marcas não apenas espaço dentro do próprio site, mas a capacidade de atingir seus compradores de alta frequência em qualquer outro ambiente digital. A inteligência dos dados de consumo e branding, cruzada com a escala das grandes plataformas, cria uma camada de precisão inédita para construção de marca.

Mas há um ponto de atenção crítico que os profissionais de marketing precisam entender antes de 2026: o retail media não funciona bem para marcas sem identidade clara. Estar presente no ponto de venda digital com uma comunicação genérica, sem diferenciação e sem consistência de marca é, na melhor das hipóteses, dinheiro desperdiçado — e, na pior, uma oportunidade entregue de bandeja para o concorrente que chegou com mais preparo. A sofisticação do canal exige marcas igualmente sofisticadas. Dados de comportamento do consumidor só se transformam em vantagem competitiva quando a marca sabe, com clareza, quem ela é, o que representa e como quer ser percebida no instante da decisão.

O retail media Brasil não é uma tendência que está chegando. Ela já chegou, já está remunerando as marcas que se moveram primeiro e já está penalizando as que estão esperando para ver. A pergunta que todo gestor de marca precisa responder agora não é “vamos entrar no retail media?”, mas “nossa marca está preparada para competir no canal mais estratégico do marketing moderno?”. Preparação aqui significa branding sólido, times capacitados e visão integrada de como dados, mídia e identidade de marca se conectam para gerar resultado real.

Na LAJE, nossos cursos de Branding, Marketing e Inovação foram desenhados exatamente para profissionais que querem sair na frente nesse cenário. Se você quer entender como construir marcas que dominam o ponto de venda digital, que sabem usar dados de consumo como alavanca estratégica e que chegam ao retail media com posicionamento e narrativa que convertem, conheça nossa grade de cursos. O próximo movimento de mercado não vai esperar você estar pronto — mas a LAJE pode ajudar você a chegar antes.

  • James Pereira
  • junho 3, 2026
  • 9:53 am

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